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 Oficina



Público e PagoPrivadoId: 9313.04.2010
Por:  Maria Eugenia  
Experimentação em Artes Cenicas
Experimentação em Artes Cênicas

Dinamização de oficinas modulares, com desenvolvimento de diferentes abordagens relativas à montagem de espetáculos, logística de produção e todas as demais expressões utilizadas no palco: dança, música, expressão corporal, sombras, iluminação, coreografia e cenografia. Em abril, o ator Vinícius Piedade desenvolve a oficina O Ator Inconformado e o seu espetáculo solo INDIVISÍVEL.

**Oficina**

O Ator Inconformado
Dia 17/4, 10h às 13h e 14h às 17h.
Classificação: 18 anos.
Valor: R$3 (com.), R$6 (est., id.) e R$12

Tem por objetivo detectar o que cada artista tem a propor para a cena, o que é muito pessoal e intransferível, e potencializá-lo tecnicamente a aprofundar uma pesquisa no sentido de uma criação própria.

A partir de um núcleo de pesquisa teatral fundamentado na experiência prática de Vinícius Piedade na construção de seus espetáculos solo que são focados no ator e na expressividade de seu corpo, voz e em uma construção dramatúrgica própria, esta oficina, que é baseada também nas teorias e idéias de Denise Stoklos, Antonin Artaud, Jerzy Grotowiski e Peter Broook, vêm propor ao ator pesquisar-se e descobrir-se expressivo, capaz de com corpo, gesto, voz e expressividade genuínas, realizar um potencializador encontro teatral com o público.

Programa:
No início, o foco do trabalho é a disponibilidade corporal e expressiva para cena. O corpo com seus possíveis movimentos e gestos será trabalhado com um foco para nuances rítmicas possíveis e, sobretudo, o domínio dessas possibilidades rítmicas (lento, brusco, suave, estático e suas infindáveis ramificações). A desconstrução do \\\'corpo do dia a dia\\\' e a busca da expressividade nesse modo de corpo também será trabalhado nesse estágio. Através de exercícios práticos também trabalharemos e refletiremos sobre a questão da PRESENÇA do ator no palco. Será a partir dessa consciência que se dará todo o trabalho.

Em seguida o trabalho será a elaboração de uma partitura de movimentos. A pesquisa de movimentos e gestos com suas infinitas possibilidades rítmicas será feita a partir dessa partitura que será construída primeiramente coletivamente e em seguida individualmente. Depois de estabelecido o domínio das partituras, aos poucos, trabalharemos a desconstrução para uma criação de novas partituras e novas possibilidades rítmicas. Para uma melhor apropriação dessas partituras individuais o trabalho do movimento lento e do movimento brusco será fundamental.

Será feito a seguir, um trabalho em cima dos signos emocionais como alegria, tristeza, raiva, saudade e como esses signos refletem no corpo. O experimento central se dará na expressividade das diferentes intensidades emocionais de cada signo abordado e a junção disso com os movimentos através da partitura. Unindo os movimentos das partituras com os signos emocionais conhecidos, a investigação se dará no sentido de uma reflexão prática sobre novas possibilidades de expressão de tais signos.

A seguir a questão da palavra e suas possibilidades sonoras e dramatúrgicas entram em foco. O trabalho se dará através de músicas ou textos. As músicas serão cantadas, ditas, sussurradas, invertidas, enfim, trabalharemos diversas possibilidades de expressar as palavras dessa música ou texto, seja trabalhando com os diferentes signos emocionais, seja trabalhando de maneira crua com a palavra e seus ritmos. A investigação de caminhos diferentes de uso desse material artístico focará o trabalho do artista com domínio total do que expressa.
Ao final, juntaremos o corpo com a palavra.

O texto ou música utilizada será unido à partitura criada no início, em busca de um trabalho de intensificação das diferentes intensidades e ritmos possíveis para cada um. Uma reflexão sobre a dramaturgia pessoal, se dará no momento em que desconstruirmos a partitura e o texto escolhido, em busca de uma poética pessoal a partir das questões mais urgentes para cada artista.

O trabalho técnico em junção com esse modo individual de trabalho visa proporcionar ao artista um melhor direcionamento do seu foco expressivo. Cada um iniciará a construção de seu próprio solo nessa junção do construído com o desconstruído, do corpo com a voz, do texto com o gesto, do movimento com a palavra, do silêncio com a presença. A partir daqui, inicia-se o processo de construção dos solos que em suas versões germinais serão refletidos e aprofundados por todos.

**Espetáculo**

INDIVISÍVEL
16/4, 20h.
Classificação: 18 anos.
Valor: R$3 (com.), R$6 (est., id.) e R$12

Texto: Aline Yasmin e Vinícius Piedade
Trilha sonora: Manuel Pessoa

Indivisível expressa um momento fundamental na vida de um pintor, um escritor e um ator que depois de uma crise criativa, voltam a executar suas artes inspiradas em uma mesma imagem: um cego a espera de seu amor, uma mulher chamada Sarah.

Indizível apresenta a história de um pintor, um escritor e um ator que, cada um a seu modo, contam a história de um cego a espera de um amor, uma mulher chamada Sarah.

O momento de espera é a noite de um reveillon e todos buscam a sua Sarah, que em alguns momentos foi a causa dessa \\\'paralisia\\\' e em outros aparece como aquela que os ¿curaria¿, devolveria a eles, sua paixão criadora, uma vez que essas mulheres - distintas entre si - tinham além do nome, a mesma condição: os abandonaram com uma promessa de retorno.

Um mergulho nas histórias desses personagens que se metamorfoseiam no próprio cego. Ou do cego que se metamorfoseia nesses personagens.

E pra um artista passar tempos sem criar é torturante. Como dizem os personagens da peça, passar dois anos sem criar ¿é como se você fosse um centro-avante dois anos sem gol, ou um surfista dois anos sem onda, ou um pára-quedista dois anos sem queda. Mais algum exemplo?. Não seríamos incompletos sem a possibilidade de manifestarmos o que nos é mais próprio? Quem somos afinal, senão o que manifestamos como nosso próprio fazer?
A noite de reveillon, tal com o momento sugere: um renascer. A lucidez dessa espera, dessa ausência, dessa cegueira fez com que eles voltassem a criar. Com ou sem Sarah.

As palavras se entrelaçam nas pinceladas do escritor e na performance do ator. Todos falam sobre o cego, que conheceu sua Sarah numa noite de reveillon com a promessa de voltar a se encontrar no mesmo local ¿ seu apartamento e como todos esperavam por dois anos.

A peça é um jogo, uma metalinguagem e se passa nesse vácuo de espera do cego, nessa reflexão desses artistas sobre a espera do cego, espelho deles mesmos. Ou seriam os artistas espelho do cego (espelho paradoxal para um cego), a que cegueira estariam presos, a espera de quem estariam?
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Preço:
Contato:
Maria Eugenia. M. G. S. de Souza





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